sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Sweet imagination

Em uma noite, onde a imaginação estava à solta


Insônia, um jeito engraçado de as ideias fluírem, não? Você se arruma toda, deita na cama, se enrola e... Não consegue dormir por algo está martelando na cabeça e o corpo não etá cansado a ponto de lhe permitir tal evasiva. No que se pensa em uma hora desta? Simples! Em você mesmo. Eu estava cá com meus botões imaginando que o grande problema de tudo o que me aflige sou eu mesmo, é, acho que realmente sou uma garota-problema... As vezes me sinto desagradável para com as pessoas mais próximas por motivos que me escapam da memória. Sinto-me, quase sempre inútil, alguém que só sabe se lamentar e chorar do que não fez ou das poucas coisas que fez sem pensar. É aquela velha história das pessoas que sonham demais e acabam caindo, ainda mais quem um dia pensou ser uma bonequinha de vidro -- não era por mal, mas sim por conta da minha vida voltada inteiramente para um mundo paralelo ao real, um onde todos os sonhos se realizam e que os príncipes existem...
Ai, pobre de minhas vítimas! Finjo-me de solidária e de 'poucos amigos', roubou-lhes a atenção para depois, como todo brinquedo muito usado, cansar-me deles, atirando-os no esquecimento. Não sem antes fazer besteira, pisar em bosta atrás de bosta para tentar recuperar o que já está perdido, como um ciclo vicioso. As vezes isso flui tão naturalmente que, quando percebo, já estou correndo atrás de alguém feridamente magoado por mim mesma, estranho não? Talvez seja essa a minha forma de estancar dores passadas que, como fantasmas, voltam para me assombrar e sangrar, mas não é um jeito correto de se lidar. 
Posso viver com os pés presos à um tempo não muito distante, sem querer aceitar um ou dois nocautes que me levaram ao chão, só que eu não quero voltar para a superfície gélida, recuso-me a aceitar até que um dia estive nela de tão "boa" que fora a experiência.Sou um desafio até para mim mesma, um dia cruzo a esquerda, no outro já estou à direita, afinal, um senso de direção danificado. 
Não quero que pensem que estou fazendo-me de vítima, teria muito mais drama do que o ligeiro relato, acreditem, estou apenas anunciando para os futuros participantes do reality show que se tornou minha vida que, tenham cuidado comigo, me imagino como um parasita solidário, te amando até que se afaste, quando estiver longe, estará tudo acabado pra mim -- tradução: sua existência será deletada de mim. Indolor, evitando relembrar dos sofrimentos que tive ao seu lado, assim sobra apenas as alegrias, já carrego pesos demais sobre o ombro. O que me atormentou a escrever (logo eu, tão de mal com redação, português, leitura e tudo o que esteja relacionado aos três)? Mais uma amizade entrando em ruínas, apesar desta eu estar tentando re-erguer com todas as forças por algo um tanto que óbvio: com este ser eu nunca fui infeliz por motivos que o entrelaçassem, encontrava-se sempre rindo ou sendo consolada com risos. Quando finalmente encontro algo que preste, estrago. É, agora é correr atrás e desviar das bostas.

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