segunda-feira, 21 de julho de 2014

Boas vibrações

A amizade está nos menores gestos...
Quando se associa objetos a pessoas de acordo com seus gostos ou por lembrar de uma história verídica. É um doce sabor de companhia junto a um gostinho de risadas.

domingo, 6 de julho de 2014

Nada

Mesmo aqui, com os olhos inundados de lágrimas salgadas enquanto observo uma parede rosa manchada, não consigo fugir do martírio que é pensar no que já se passou. Lembro-me dos passos em falso, das facas que atravessaram meu corpo, das chamas a lamber a pele, da angústia a corroer o coração... A tristeza nunca se vai por completo, sempre que possível volta para atormentar o juízo e comprovar presença, como quem diz que não vai permitir ser jogada no esquecimento.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

No fundo dos seus olhos

Teus profundos olhos negros me encaravam de forma a me deixar perdida, era como observar o céu da noite com seu sabor de mistério. Não sabia se confiava no que eles me diziam ou renegava todas as inseguranças e deixava-me ser arrastada por eles. Apesar de minhas palavras, não sinto a plenitude que imaginei ter, pelo contrário, reina uma grande agonia, inquietude, um desejo unânime de poder ler mentes...

Fico imaginando se o que diz parte do que sente ou se são devaneios da sua mente, sou um mero brinquedo fácil? Uma maneira de entretenimento? Um passa-tempo? Perco-me nesses pensamentos impuros e muitas vezes dominantes que me fazem desconfiar da sinceridade das letras que usa.

Mantenho na cabeça que garotos são criados para usar-nos, meninas sensíveis e movidas por emoções, como seu brinquedo carnal. Então, nunca confie totalmente no que eles dizem. É a frase que uso como proteção, porém a devo seguir cegamente ou apenas uso meu pé atrás para sustentar-me?

Seu silêncio me atordoa, só piora a situação, fico pensativa, querendo saber o que se passa ai dentro. Quanto mais penso, mais nós aparecem nos meus neurônios, meus olhos se enchem d'água e só a música marca novamente o compasso do coração. E agora? Devo me perder em possíveis ilusões ou esquecer dos medos e prosseguir sem receio?

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pequena palavra, muito impacto

A vida, segundo uma filosofia antiga, é apenas uma folha em branco que com o tempo vai ganhando cor através de nossas mãos. Os tons mais escuros representam os dias tristes que passamos, aqueles em que nos trancamos dentro de nós e reescrevemos desde conceitos até atitudes. As cores mais vibrantes estão simulando a felicidade, a que todos buscam, mas que poucos conseguem enxergar com bravura e dignidade.
Uns afirmam que a vida é a coisa mais complexa de todas, ninguém consegue definir ao certo, muito menos manipulá-la. A única certeza da vida é a morte, mas o que se faz entre o nascimento e o falecimento é o que importa. A vida é uma caixinha de surpresas, o importante é saber aproveitar os impulsos – as bolhas de sabão que surgem durante a adolescência. O amor faz parte dessas surpresas, junto a ele vem a doçura e a amargura em momentos diferentes. Quando o destino determina que duas pessoas possuam laços que as una, não adianta fugir nem deixar o tempo passar, uma hora quaisquer ambos hão de se encontrar e ai... Bem, o silêncio de dois corações termina, restando toda uma nova sensação.
Há a saudade, os instantes de solidão mesmo perante uma multidão, o choro, as mudanças, o dia de chuva no meio de uma tarde ensolarada, as amizades que vivem pondo alegria... Todas as circunstâncias de ser um mero humano.
É confuso, nada no universo é entregue de bandeja, porém, uma totalidade dos fatos se interliga de forma que nada é em vão. Então... Vamos viver do jeito que nos achamos melhor, eleger os melhores caminhos a seguir e ir sem arrependimentos ou mágoas na bagagem, em algum momento, em algum lugar a recompensa surgirá fazendo a luta – desde as lágrimas derramadas até os sorrisos dados - valer a pena.