quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Uma dama misteriosa

Perguntam-me o motivo de eu não ter medo da noite, de não teme-la em seu esplendor, de ser tão feliz quando esta domina o céu. Tais questionamentos me fazem rir. Como posso sentir repulsa de algo que me aqueceu durante anos? Algo que me acolheu em sua parcial escuridão, me ensinando a gostar das coisas simples da vida? Nunca cuspiria no prato no qual comi. Se a chuva está junto a ela, ai sim me sinto em casa. E por que não? Pingos grossos caindo sobre sua cabeça como mil alfinetes finos... Para uns agoniante, mas para mim comuns já que minhas ideias são de tal aspeto. Relaxante é ver as estrelas, minhas coleguinhas confusas que me ajudavam a sonhar. Ainda não entendo o motivo de temer a dama que me envolveu em teus braços quando eu precisei, que me consolou quando ninguém mais foi capaz, a única que não virou as costas quando muitos me viram como meia laranja já espremida, sem mais nada para ser retirado. Ela fez-me sentir como laranja nova, recém tirada do pé. Estranhas comparações, mas só para dar-lhe uma básica noção. Tanto carinho que trocamos, por que ter medo dela? Logo ela, que quer tão bem a todos... Parece que apenas eu a conheci em tal perfeição, serei especial a este ponto?  Acho que apenas consigo ver a vida de uma maneira diferente, de uma forma mais mágica. Sentir calafrios de frio durante as noturnas chuvas grossas... Onde já se viu uma fênix reclamar do calor? Eu renasci nestes aspectos, como os largar sem mais nem menos? Se o frio assola, não me incomoda, ele sempre me consola. As estrelas sempre ouviram meus sussurros de socorro, me acudiram nos meus momentos de insanidade e a lua secará minhas lágrimas. Tão grata.... Uma dívida é eterna.

Um comentário:

Unknown disse...

Tenso, mas bom, muito bom!