E foi assim que acordei hoje, com o pensamento longe e sentindo-se invisível a ponto de ser confundida com um mero fantasma. Há dias, como o deste domingo tedioso que sou levada deste mundo e posta num outro que minhas possibilidades transformam-se em vídeos de forma que facilite minhas escolhas ou só as faça ficar ainda mais complicadas. Desta forma, vou me perdendo, saindo da trilha habitual e rumando sem destino na escuridão, mas neste dia, apesar de tanto eu reclamar de como minha vida é monótona, acabei encontrando a minha luz no meio de tanto breu, tanta agonia, tanta neblina... Eu o vi e pareceu que conseguiu iluminar o destino, como se dissesse para onde eu deveria seguir, mas será que ele me viu? Ou está me ajudando sem consciência? Isto me faz afastar deste tal caminho que me é apontado perdendo-me novamente nas minhas confusões, nos meus desesperos, nas minhas mais profundas angústias e incertezas. Segurar o livro da sua própria vida... Parece fácil, mas é difícil e muito, pois quando não há nada para ser feito você o lê relembrando dos seus erros, das suas lágrimas... Mesmo que os sorrisos venham juntos mas são fracos perante os outros. E então? Seguir a luz e esquecer o passado, deixar o livro em um lugar seguro e ir atrás do futuro ou simplesmente continuar no meu caminho obscuro, agarrada ao tal livro, vivendo sempre no passado e esquecer de uma vez por todas que um dia seremos todos felizes? Dói pensar, dói lembrar, mas o que realmente machuca são as más possibilidades, a sua parte do corpo que berra mais alto do que a boa e que diz: não, nada dará certo se você sair da trilha. Devo ouvir a voz fina e baixinha que me induz a se jogar no precipício e que seja como Deus quiser? Tantas dúvidas, tantas incertezas, tanta dor, tantas lágrimas... Estou em uma encruzilhada sem saber para que lado seguir por medo, insegurança, mas no fundo com uma vontade de ser feliz sem passar pelos maus momentos.

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