Não há choro nem vela que faça para o medo que me sufoca amargamente.
É como uma flor morta segura apenas pelas raízes firmes na terra do pequeno vaso de planta.
Algo que nasce dentro de mim e sai tão natural quanto o suor ou a respiração.
Tentei correr no escuro, para me proteger de algo que já havia tomado conta do espaço onde encontrávamos.
Cabeça pesada, cheia de abobrinhas... Grita alto e forte, e espanta o que te assusta. Leva tudo o que incomoda mesmo que, só receba o mais puro silêncio de volta.
Grito mais e mais forte, ponho raiva e emoção a tomar conta de mim, a me da força para continuar gritando sem me deixar cair.
Não vejo renascer ao menos grama no chão seco e rachado. Só sinto-me perfurar por velhos espinhos que querem só um lugar com água para ficar.
Não! Não posso e não irei cair nem por um mero momento. Meu corpo não encostará no chão enquanto eu estiver viva.
Entrega-me uma arma, para matar alguém que sofra no meu lugar. Um outro ser que mereça essa punição, que mereça essa dor mais do que eu.
Só uma chance de dar um último suspiro antes que o poço me sugue de vez levando-me a atravessar os grandes e dourados portões da outra vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário